Não gosto do meu nariz: o que fazer?

Publicado em: 03/07/2020

Não gosto do meu nariz- o que fazer

As queixas sobre o nariz são as mais variadas. Para alguns pacientes, a giba (elevação no dorso do nariz) é o problema. Em outros, pode ser a ponta volumosa. Para entender exatamente qual o desejo de cada pessoa, o Dr Waldir Carreirão Neto realiza um estudo detalhado das proporções do nariz e da face de cada paciente, de forma totalmente individualizada. É a chamada perfilometria.

“A perfilometria é o estudo das medidas da face e do nariz. Visa estabelecer as proporções entre suas partes, procurando detectar alguma possível desproporção a ser corrigida.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167).

Como é realizada a Perfilometria?

A perfilometria é feita durante a consulta médica. Na ocasião, além da anamnese e dos exame físico, é realizada uma sequência de fotografias digitais padronizadas. Estas imagens, por sua vez, são inseridas em um programa de simulação por computador.

“Muitas vezes, o paciente não gosta do formato do seu nariz, mas não sabe exatamente aquilo que precisa ser corrigido. A simulação computadorizada auxilia o médico a mostrar para o paciente quais as principais alterações da anatomia do seu nariz, fazendo uma correlação de suas medidas com a face do paciente.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167).  

Com base nesta simulação é possível realizar um planejamento mais preciso e individualizado da rinoplastia. Além disso, nesta simulação, é possível que o cirurgião identifique com mais clareza as preferências estéticas dos pacientes em relação ao seu nariz, facilitando o diálogo com o  paciente sobre suas expectativas em relação ao resultado final e aquilo que é possível de ser alcançado. 

No entanto, esta simulação nunca deve ser interpretada como promessa de resultado.

Planejamento Personalizado do Nariz Ideal

Para a realização da perfilometria é necessária a identificação de pontos de referência na face e no nariz de cada pessoa. Em muitos casos, a queixa do paciente está concentrada em uma determinada região, mas a causa real do problema pode estar em outra área.

“Alguns pacientes apresentam queixas relacionadas à ponta do nariz. Dizem que sua ponta parece uma bolinha. Nestes casos, às vezes, o problema não está exatamente no lóbulo da ponta nasal, e sim na sua transição para o lóbulo alar. Quando há uma retração ou pinçamento nesta transição, criam-se sombras verticais que acabam isolando o lóbulo da ponta dos lóbulos alares, criando esse efeito de ponta em formato de bolinha ou ponta em parênteses.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167). 

Outros pacientes já se queixam da giba nasal e procuram apenas corrigi-la. No entanto, em alguns casos, este nariz precisa ser tratado não apenas com sua redução, mas também com aumento da projeção da ponta nasal e da raiz nasal, para que se mantenham as proporções ditas ideais do nariz. 

Todas essas medidas e proporções são avaliadas na consulta através da perfilometria e baseadas na simulação computadorizada. Este cuidado é fundamental para atingir-se resultados estéticos mais naturais, confiáveis a médio e longo prazo e com melhora da função respiratória nasal. 

Nariz Harmonioso

Na perfilometria, o nariz do paciente é analisado em diferentes planos: frontal, perfil, meio perfil e base. Em cada um desses pontos de vista, o médico avalia uma série de parâmetros. São linhas, ângulos, curvas e medidas que ajudam a determinar o que precisa ser feito para chegar a um resultado mais harmonioso.

“Olhando de frente, é possível avaliar a simetria do nariz. A ponta nasal, por exemplo, possui dois pontos de reflexão de luz que recobrem a região dos domos das cartilagens laterais inferiores. Estes pontos proporcionam definição ao nariz e devem apresentar simetria, com aproximadamente 6-8mm de distância entre si.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167).  

Olhando de perfil, temos o ângulo nasolabial. Ele é formado por uma linha que tangencia o lábio superior e outra que tangencia a columela.

Nos homens, o ângulo nasolabial costuma variar entre 90º e 100º. Nas mulheres, de 95º a um máximo de 115º. Em um nariz harmonioso, esta região de transição entre a columela e a ponta nasal apresenta também o que chamamos de dupla quebra.”  – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167).    

De forma geral, a maioria dos pacientes homens preferem um perfil de nariz com dorso um pouco mais reto, adicionando em alguns casos uma suave concavidade na transição para a ponta nasal. 

Já as mulheres costumam desejar um perfil de nariz já com esta suave concavidade na transição para a ponta nasal ou com uma suave concavidade em toda sua extensão, sendo esta um pouco mais acentuada na transição para a ponta nasal. No entanto, esta preferência independe de gênero, podendo ser de livre opção do paciente, desde que sua anatomia permita atingir seu perfil de nariz desejado.

Rinoplastia na Clínica Carreirão

Seja qual for a sua preferência, conte conosco! A perfilometria, junto a todas avaliações pré-operatórias, permitem que médicos e pacientes identifiquem os problemas do nariz, facilitando a compreensão e a realização da rinoplastia. A Clínica Carreirão pode lhe ajudar.

Sobre o Autor

Waldir Carreirão
Waldir Carreirão
O Dr. Waldir Carreirão (CRM/SC 10892 RQE 8167) possui Residência Médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com título de Especialista em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial e Associação Médica Brasileira (AMB).

Também realizou Complementação Especializada (Fellowship) em Cirurgia Plástica Facial e Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Atualmente, é membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial, membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face e membro da International Federation of Facial Plastic Surgery Societies (IFFPSS).

É Professor Adjunto de Otorrinolaringologia da Graduação de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina e Médico Otorrinolaringologista no Hospital Universitário da UFSC. Sua área de atuação dentro da Otorrinolaringologia possui Ênfase em Rinoplastia e Cirurgias Nasais.

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