Rinoplastia Revisional: o que é e quando é indicada?

Publicado em: 23/01/2020

Rinoplastia Revisional

A Rinoplastia Revisional é o procedimento cirúrgico realizado para corrigir disfunções estéticas e funcionais no nariz de pacientes que já passaram por uma Rinoplastia. 

Como vimos no texto “Cirurgia Plástica no Nariz: como é realizada?”, técnicas avançadas como a Rinoplastia Estruturada e a Rinoplastia Preservadora reduzem significativamente as chances de complicações pós-operatórias. Assim, proporcionam resultados mais consistentes e duradouros e reduzem a necessidade de uma Rinoplastia Revisional.

No passado, as técnicas de Rinoplastia priorizavam a simples retirada ou redução das estruturas que estavam “sobrando” no nariz (Rinoplastia Redutora). Com isso, muitos pacientes, com o passar do tempo, observavam alterações estéticas (retrações, pinçamentos e desvios) e funcionais (obstrução nasal ou nariz entupido). Por isso, acabava sendo necessária uma Rinoplastia Revisional para a correção desses defeitos.

“Por este motivo, nos últimos anos, iniciou-se uma preocupação maior em realizar a cirurgia plástica do nariz a partir do reposicionamento das estruturas, em vez de retirá-las. Além disso, hoje, existe uma tendência maior a reconstruir e reforçar as estruturas nasais através de enxertos.”  – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167). 

Geralmente fabricados a partir da cartilagem do septo nasal, estes enxertos são estrategicamente posicionados em áreas chaves do nariz. Dessa forma, reduzem significativamente a ocorrência de complicações no pós operatório das Rinoplastias. Consequentemente, reduzem também a necessidade de uma Rinoplastia Revisional.   

Indicações da Rinoplastia Revisional

A Rinoplastia Revisional é indicada tanto para a correção de problemas estéticos quanto funcionais. E, assim como na Rinoplastia Primária ( realizada em narizes que nunca foram operados), tanto as alterações estéticas como funcionais devem ser corrigidas no mesmo procedimento.

“O nariz é uma estrutura única, que possui uma função importantíssima relacionada à respiração. Além disso, por sua posição central na face, possui uma enorme influência na estética facial. Sendo assim, é fundamental que o cirurgião que se proponha a realizar uma Rinoplastia, seja ela Primária ou Revisional, tenha formação médica com ênfase em Rinoplastia. Este conhecimento capacita o médico a tratar o nariz com o objetivo de melhorar tanto sua estética como sua função respiratória.”  – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167).

Enxertos para a Rinoplastia Revisional

O septo nasal é a principal fonte de matéria prima (cartilagem) utilizada para fazer as correções estéticas e funcionais na Rinoplastia. Uma vez que o paciente já tenha realizado uma primeira cirurgia, é muito provável que não haja cartilagem septal suficiente para a realização de uma Rinoplastia Revisional. Dessa forma, na Rinoplastia Revisional, geralmente é necessário buscar cartilagem em outras regiões do corpo. Assim, a complexidade do procedimento e o tempo cirúrgico são maiores.

“No geral, quando não há cartilagem septal suficiente, a cartilagem necessária para realizar a Rinoplastia Revisional é extraída da orelha ou da costela. Estas regiões não sofrem alterações estéticas ou funcionais significativas por conta disso e as cicatrizes são muito pequenas.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167).

Enxertos das Costelas

Em alguns casos, são extraídos enxertos de cartilagem das costelas para a Rinoplastia. Geralmente, nas mulheres, a incisão é realizada próximo do sulco mamário. Dessa forma, a cicatriz é semelhante àquela deixada pela colocação de próteses de silicone, porém costuma ser muito menor. 

Enxertos das Orelhas

No caso de uso de enxertos da orelha, o acesso à cartilagem é realizado atrás das orelhas. Dessa forma, a cicatriz também fica escondida e é idêntica à utilizada na correção das orelhas de abano ou otoplastias.

Além da necessidade de extrair cartilagem de outras regiões do corpo, na Rinoplastia Revisional a fibrose deixada pela primeira cirurgia tende a tornar a identificação das estruturas do nariz ainda mais difícil.

“Por estes motivos, a Rinoplastia Revisional é um procedimento mais complexo do que a Rinoplastia Primária. Em ambos os casos, é importante que o paciente procure médicos especialistas no assunto, para reduzir os riscos de novos problemas.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167).

Pós-operatório da Rinoplastia Revisional

O pós-operatório deste tipo de Rinoplastia é muito parecido com o pós-operatório da Rinoplastia Primária. No entanto, as diferenças ficam por conta dos edemas (inchaços) mais prolongados e pelos incômodos da retirada de cartilagem de outros locais (principalmente costela), se for o caso.

“Nestes casos, os médicos costumam prescrever medicações específicas, que aumentam o conforto dos pacientes no pós-operatório da Rinoplastia Revisional.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face (CRM/SC 10892 – RQE 8167).
Sinta-se bem e respire melhor. Faça a Rinoplastia Revisional com profissionais experientes e atualizados. Os médicos da Clínica Carreirão podem lhe ajudar. Conte conosco!

Sobre o Autor

Waldir Carreirão
Waldir Carreirão
O Dr. Waldir Carreirão (CRM/SC 10892 RQE 8167) possui Residência Médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com título de Especialista em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial e Associação Médica Brasileira (AMB).

Também realizou Complementação Especializada (Fellowship) em Cirurgia Plástica Facial e Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Atualmente, é membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial, membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face e membro da International Federation of Facial Plastic Surgery Societies (IFFPSS).

É Professor Adjunto de Otorrinolaringologia da Graduação de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina e Médico Otorrinolaringologista no Hospital Universitário da UFSC. Sua área de atuação dentro da Otorrinolaringologia possui Ênfase em Rinoplastia e Cirurgias Nasais.

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