Como é realizada a cirurgia de desvio de septo nasal?

Publicado em: 20/02/2020

Como é realizada a cirurgia de desvio de septo nasal?

O septo nasal é a estrutura que divide as narinas. Formado por cartilagem e ossos, ele se estende desde a porção frontal do nariz até as regiões mais posteriores do órgão, próximas à faringe. São raras as pessoas têm o septo nasal perfeito, em linha reta. 

O desvio de septo nasal é caracterizado pelo deslocamento dessa estrutura de sua linha média. Este desvio acaba fazendo com que o septo se projete para o interior das fossas nasais. Assim, em alguns casos, provoca sintomas clínicos como a obstrução nasal. Esse problema pode ser causado tanto por traumas, como também por consequência do processo de crescimento na infância e na adolescência.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face com ênfase em Rinoplastia (CRM/SC 10892 – RQE 8167). 

Indicações da Cirurgia de Desvio de Septo

A cirurgia de desvio de septo nasal é indicada para pacientes que apresentam sintomas relacionados a este desvio. O mais comum deles é a dificuldade para respirar pelo nariz. Em alguns casos, o desvio de septo pode ser tão significativo que acaba por interromper quase que totalmente o fluxo de ar que deveria passar pelas narinas. 

De forma geral, pacientes que possuem desvio do septo nasal, mas não apresentam sintomas relacionados a ele, não necessitam de tratamento específico. Em alguns casos, o desvio de septo nasal é identificado durante a realização de exames para outros fins, como a tomografia. Nessas situações, o desvio de septo é um achado. 

Assim, a cirurgia de desvio de septo só deverá ser realizada mediante avaliação e indicação médica. Pequenos desvios, sem a presença de sintomas clínicos, não representam necessariamente um problema.

“Os desvios de septo encontrados em pacientes com menos de 16 anos também devem ser analisados com cautela. Crianças e adolescentes são encaminhados para a cirurgia de desvio de septo nasal apenas em situações mais complexas, em que as dificuldades para respirar são muito importantes. Caso contrário, a indicação é esperar o fim da adolescência e de todas as modificações promovidas pelo processo de crescimento facial neste período.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face com ênfase em Rinoplastia (CRM/SC 10892 – RQE 8167).

Cirurgia de Desvio de Septo

A cirurgia para desvio de septo nasal (septoplastia) é minimamente invasiva e realizada por vídeo (videoendoscopia). Neste contexto, o acesso é pelas narinas, com incisões realizadas apenas na parte interna do nariz.

“A cirurgia de desvio de septo nasal por vídeo é muito precisa. Com ela, pode-se corrigir com maior eficiência os desvios em regiões mais profundas do nariz. Além disso, o uso da videoendoscopia nas cirurgia nasais também permite ao cirurgião um controle maior na hemostasia durante a cirurgia. Dessa forma, não há necessidade de se utilizar de rotina o tampão nasal para conter sangramentos logo após o procedimento.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face  com ênfase em Rinoplastia (CRM/SC 10892 – RQE 8167).

Em certos casos, os sintomas e dificuldades relatados pelos pacientes não têm como causa apenas o desvio de septo nasal. Casos de rinite crônica, nos quais a concha nasal inferior tem o seu tamanho aumentado, também podem ser corrigidos durante a cirurgia para desvio de septo nasal, por exemplo. É a chamada turbinoplastia ou turbinectomia inferior parcial.

Septoplastia e Rinoplastia

O septo nasal é a estrutura de onde são retirados os enxertos de cartilagem utilizados em procedimentos estéticos, como a rinoplastia estruturada. Caso o paciente deseje, além de uma melhora funcional de sua respiração, também um incremento na estética de seu nariz, o ideal é que tanto a rinoplastia quanto a septoplastia sejam realizadas no mesmo procedimento cirúrgico. Isto otimiza a recuperação pós-operatória do paciente, proporcionando benefícios estéticos e funcionais.  

“Nos casos em que o paciente já realizou algum procedimento nasal funcional previamente (como a cirurgia de desvio do septo), provavelmente não haverá cartilagem do septo nasal suficiente para se utilizar na Rinoplastia Estruturada. Assim, nestes casos, poderá ser necessário coletar cartilagem de outra região do corpo, como das orelhas ou costela, por exemplo.” – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face com ênfase em Rinoplastia (CRM/SC 10892 – RQE 8167).

Pós-operatório do Desvio de Septo Nasal

O pós-operatório da cirurgia de desvio de septo nasal costuma ser pouco doloroso. No geral, os pacientes saem do centro cirúrgico respirando normalmente. Contudo, logo na primeira semana, os edemas podem vir a dificultar a respiração.

Os sangramentos nos primeiros dias também são normais. A principal medida de higiene é a lavagem nasal com soro fisiológico. Ela deve ser realizada ao menos 6 vezes ao dia, com a introdução lenta de aproximadamente 10 ml de soro fisiológico em cada narina por vez. Nesse período, os pacientes também devem evitar assoar o nariz e realizar esforços físicos intensos. 

“Vale ressaltar que a septoplastia por si só não muda o formato do nariz. Caso o paciente queira alguma correção estética, o procedimento precisa ser associado à rinoplastia.”  – Dr. Waldir Carreirão Neto, Otorrinolaringologista e Cirurgião da Face  com ênfase em Rinoplastia (CRM/SC 10892 – RQE 8167). 


Se você tem dificuldade para respirar por obstrução nasal, consulte um otorrinolaringologista. O tratamento com cirurgia de desvio de septo poderá ser indicado para que você respire melhor. Na Clínica Carreirão podemos lhe ajudar. Conte conosco!

Sobre o Autor

Waldir Carreirão
Waldir Carreirão
O Dr. Waldir Carreirão (CRM/SC 10892 RQE 8167) possui Residência Médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, com título de Especialista em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial e Associação Médica Brasileira (AMB).

Também realizou Complementação Especializada (Fellowship) em Cirurgia Plástica Facial e Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Atualmente, é membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial, membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face e membro da International Federation of Facial Plastic Surgery Societies (IFFPSS).

É Professor Adjunto de Otorrinolaringologia da Graduação de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina e Médico Otorrinolaringologista no Hospital Universitário da UFSC. Sua área de atuação dentro da Otorrinolaringologia possui Ênfase em Rinoplastia e Cirurgias Nasais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *