Acne: tratamento e remoção de marcas na pele

Publicado em: 12/03/2020

acne e tratamentos para acne

Quem sofre com acne sabe o quão desagradável esse problema pode ser. Além do inchaço, da vermelhidão e das dores, as espinhas (como as manifestações são popularmente conhecidas) podem deixar marcas profundas na pele e provocar grandes prejuízos estéticos.

“A acne deve ser tratada da forma mais precoce possível. A ideia de que essa doença é uma condição natural da idade e de que ela não precisa de tratamento já está ultrapassada. Inclusive, pode persistir por muito tempo e deixar marcas por toda a vida.” – Dra. Marcela Camera Carreirão, Médica Dermatologista (CRM/SC 18545 – RQE 14991).

Espremer as “espinhas” é algo que deve ser evitado por todos. Da mesma forma, a utilização de produtos caseiros não é recomendada. Abaixo, você vai entender como tratar a acne e as marcas deixadas por ela.

O que é a acne?

A acne ocorre quando as glândulas secretoras de óleo (glândulas sebáceas) espalhadas pela nossa pele tornam-se inflamadas e infectadas. Assim, acabam provocando cravos e espinhas. Se não tratados adequadamente, podem deixar cicatrizes. 

Na puberdade, esse processo é induzido pela elevação dos níveis de hormônios sexuais, como a testosterona. Tais hormônios estimulam as glândulas da pele a produzirem mais óleo (sebo). A acne acontece quando este óleo se mistura com células mortas da pele e obstrui os poros. Nos casos mais avançados, bactérias podem crescer nessa região e estimular a produção de pus e provocar inchaço e vermelhidão nas áreas adjacentes.

“As regiões da face, ombros e costas possuem muitas glândulas sebáceas. Por isso, são as mais afetadas pela acne. Além dos impactos estéticos, essa doença pode causar um enorme sofrimento emocional.” – Dra. Marcela Camera Carreirão, Médica Dermatologista (CRM/SC 18545 – RQE 14991).

A acne pode ser uma condição hereditária. Assim, pessoas com histórico de acne na família têm mais chances de desenvolvê-la. No entanto, mesmo pessoas sem esse histórico podem ter a doença. 

Graus de Acne

A acne pode ser de diferentes graus, de acordo com as manifestações. Conheça abaixo:

Grau I 

Apenas cravos, sem lesões inflamatórias (espinhas).

Grau II 

Cravos e espinhas pequenas, com pequenas lesões inflamadas e pontos amarelos de pus (pústulas).

Grau III 

Cravos, espinhas pequenas e lesões maiores, mais profundas, dolorosas, avermelhadas e bem inflamadas (cistos).

Grau IV 

Cravos, espinhas pequenas e grandes lesões císticas, múltiplos abscessos interconectados e cicatrizes irregulares. Resulta em deformidade da área afetada (acne conglobata).

Tratamentos para a Acne

O tratamento para a acne deve ser iniciado logo que os primeiros sintomas aparecem. No geral, ele tem como objetivo remover as impurezas e a oleosidade da pele, reduzindo a inflamação. No entanto, cada caso deverá ser analisado por um médico dermatologista.

“O tratamento para a acne pode variar de acordo com as características do paciente, com o grau e intensidade do problema. Os procedimentos em consultório, como a aplicação de luz pulsada e do laser fracionado, são recomendados em todas as situações.” – Dra. Marcela Camera Carreirão, Médica Dermatologista (CRM/SC 18545 – RQE 14991).

Com a aplicação da luz pulsada, o médico dermatologista consegue reduzir a produção de sebo e inflamação na pele. Com o laser fracionado, o tamanho dos folículos é reduzido. 

Além disso, o dermatologista costuma prescrever a utilização de cremes específicos para cada paciente. Nesse contexto, medicamentos antibióticos podem ser prescritos em caso dos graus 3 e 4. 

“A utilização de substâncias via orais, como a Isotretinoína (popularmente conhecida como Roacutan), está reservada para os casos mais graves e persistentes – e deve partir de uma criteriosa avaliação médica. Já o protetor solar deve ser utilizado por todos.” – Dra. Marcela Camera Carreirão, Médica Dermatologista (CRM/SC 18545 – RQE 14991).

Tratamento para as Cicatrizes da Acne

O tratamento para as cicatrizes da acne também varia de acordo com a situação de cada paciente. Ele costuma envolver:

  • Peelings: para eliminar manchas e melhorar a textura da pele;
  • Laser Fracionado: para remover as camadas superficiais e uniformizar a pele, além de induzir a produção do colágeno melhorando as cicatrizes
  • Preenchimento com ácido hialurônico: indicado para cicatrizes deprimidas, que somem quando a pele é esticada. A duração é de aproximadamente um ano.
  • Tratamentos cirúrgicos: combina técnicas de remoção de tecidos a laser para suavização de cicatrizes deprimidas, uniformes e irregulares.
  • Subcisão: uso de agulhas sob a cicatriz para cortar o tecido fibroso e suavizar as cicatrizes.
  • Bioestimuladores de colágeno (Sculptra/Radiesse) 

“Um tratamento muito indicado é a realização de subcisão para remoção das fibroses, seguida da aplicação de bioestimulador de colágeno e finalizada com a aplicação do laser fracionado, para a redução dos poros e melhora das cicatrizes. Essa associação vem apresentando ótimos resultados no tratamento da acne.” – Dra. Marcela Camera Carreirão, Médica Dermatologista (CRM/SC 18545 – RQE 14991).

Os resultados dos tratamentos contra a acne e as marcas deixadas por ela variam de paciente para paciente, mas costumam ser muito positivos. No entanto, alguns tratamentos não são indicados para gestantes, pessoas com a pele bronzeada, com doenças reumatológicas ativas e outras infecções na região, como herpes.

Se você tem dúvidas sobre o tratamento para acne, agende uma consulta. Na Clínica Carreirão, os procedimentos dermatológicos são indicados de forma personalizada, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Sobre o Autor

Marcela Carreirão
Marcela Carreirão
Formada em Medicina pela Universidade do Oeste Paulista, a Dra. Marcela Camera Carreirão (CRM/SC 18545 RQE 10574 e RQE14991) é especialista em Dermatologia pelo Instituto Superior de Medicina Dermatológica de São Paulo e especialista em Cirurgia Facial, Otorrinolaringologia pelo Hospital Paulista.

Possui título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pela Associação Médica Brasileira (AMB); título de especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL CCF) e pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Também é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), membro titular da Academia Americana de Dermatologia (AAD), membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face.

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